Já presenciei casos em que, após meses de trabalho e expectativa, o laudo médico judicial acabou sendo impugnado. O sentimento? Frustração e retrabalho. Por isso, busquei, ao longo dos anos, estratégias realmente práticas para evitar esse tipo de situação. Aqui compartilho as sete dicas principais que considero indispensáveis para que o laudo médico, solicitado principalmente em demandas previdenciárias e trabalhistas, se mantenha sólido e resistente diante de qualquer questionamento judicial.

Entenda o motivo da impugnação do laudo
Antes de tudo, é fundamental saber por que um laudo médico costuma ser impugnado. Em minha experiência, faltas técnicas, omissão de informações relevantes, ausência de fundamentação clara e relações frágeis entre diagnóstico e incapacidade predominam entre os motivos. No contexto da atuação da Previdas e também acompanhando os debates sobre segurança jurídica, vejo que se prevenir é bem menos oneroso do que remediar.
O laudo impugnado raramente volta a ser tão forte.
1. Escolha o profissional certo e regulado
Um ponto que sempre enfatizo é a importância de contar com um médico especialista na área pertinente ao caso. O laudo precisa ser elaborado, idealmente, por um profissional registrado e em dia com o Conselho Federal de Medicina, e que utilize métodos reconhecidos, inclusive nas práticas de telemedicina regulamentada, como faz a Previdas.
Caso o juiz ou a parte adversa identifique que o profissional não tem a formação adequada, já vi laudos serem descartados por completo. A reputação e a credibilidade do médico, perceptíveis por meio da qualidade do documento e do histórico ético, contam muito para a decisão judicial.
2. Detalhe o histórico e os exames
Sempre oriento colegas advogados a enviarem ao médico todos os documentos que comprovem o histórico clinico do cliente, exames, receitas, relatórios e outros laudos antigos. Quanto mais completo for o material base, mais consistente será o laudo elaborado.
O médico deve descrever, passo a passo, o que embasou sua conclusão. Indicar datas, evoluções e o cruzamento entre sintomas, limitações funcionais e diagnósticos médicos amplia a robustez do documento. Um laudo acompanhado por exames recentes e análises objetivas é bem mais difícil de ser contestado.
3. Fundamente a conclusão sempre
Vejo muitas impugnações surgirem quando o perito apresenta uma conclusão sem qualquer argumentação sólida. A ausência de motivo lógico entre sintomas relatados, achados clínicos e conclusão técnica costuma ser fatal à credibilidade do laudo.
A recomendação básica é: toda conclusão deve ser explicada, mostrando o porquê daquela resposta, quais as referências, normativas médicas envolvidas e relações com a área trabalhista ou previdenciária, se aplicável.
4. Não esqueça de responder todos os quesitos
É bastante comum, principalmente em perícias judiciais, haver uma lista de quesitos (perguntas) que o médico deve responder no laudo. Caso algum quesito fique sem resposta, a parte contrária pode buscar a impugnação.
Eu costumo revisar os laudos antes de protocolar, conferindo item a item se cada quesito – mesmo os aparentemente óbvios – foi atendido. Isso reduz drasticamente o risco de problemas posteriores.
5. Linguagem clara e objetiva faz diferença
Já vi laudos serem rejeitados apenas porque o texto era rebuscado, confuso ou muito técnico para leigos. É verdade. O ideal é que o médico escreva de forma simples, objetiva, sem deixar de lado o rigor técnico, mas facilitando o entendimento por qualquer das partes e pelo juiz.
Inclusive, há conteúdos publicados sobre isso na categoria de laudos médicos no blog da Previdas, que ajudam a entender essa adaptação de linguagem.

6. Use tecnologia para garantir segurança e rastreabilidade
Com a telemedicina regulamentada, a elaboração do laudo se tornou mais rápida e documentada. Plataformas como a da Previdas geram históricos de toda a interação, documentam cada etapa e armazenam registros de vídeo e áudio das consultas, caso seja necessário demonstrar a lisura do processo em juízo.
Laudos elaborados em plataformas estruturadas são mais seguros e facilmente auditáveis.
É sempre um diferencial poder demonstrar ao juiz que a tecnologia jurídica foi usada de modo íntegro, ponto que inclusive já rendeu decisões favoráveis em ações que acompanhei. No blog, há uma seção sobre tecnologia jurídica com exemplos práticos.
7. Revisão final e protocolo correto
Após o laudo pronto, reservo tempo para revisar todos os dados identificatórios, checar a assinatura digital reconhecida, carimbo profissional, anexos e eventuais vícios de forma. Muitas vezes, a impugnação ocorre por detalhes simples, como um erro no nome ou ausência de registro.
Protocolo correto, dentro dos prazos e com documentação toda anexada, fecha o ciclo de um laudo forte.
Para casos previdenciários, onde cada detalhe é decisivo, vale conferir também a categoria de direito previdenciário para atualizações de requisitos processuais.
Ferramentas adicionais para consulta e prevenção
Deixo como sugestão, para buscas rápidas sobre peculiaridades do caso ou termos legais, o campo de pesquisa do blog da Previdas, que reúne casos, legislações e experiências práticas em laudos médicos estratégicos.
Conclusão
Em minha jornada profissional, ficou claro que prevenir impugnações é mais simples do que pode parecer. O segredo está em combinar conhecimento técnico, clareza, tecnologia e revisão humana atenta. E caso precise de uma solução pronta para fortalecer suas demandas com laudos médicos detalhados, válidos em qualquer instância, recomendo conhecer as vantagens e facilidades da Previdas. Fale conosco sem compromisso e transforme o resultado das suas ações judiciais!
Perguntas frequentes
O que é impugnação de laudo médico?
A impugnação do laudo médico ocorre quando uma das partes de um processo judicial questiona a validade, a precisão ou a credibilidade daquele laudo, solicitando ao juiz que o desconsidere ou reavalie. Pode acontecer por diversos motivos, como falta de fundamentação, erro de dados ou suspeita de parcialidade.
Como evitar a impugnação do laudo?
Para evitar a impugnação, é importante escolher um médico experiente, anexar todos os documentos clínicos possíveis, fundamentar bem as respostas, usar linguagem acessível e entregar o laudo por plataforma segura e regulamentada. Uma revisão cuidadosa antes de protocolar também faz grande diferença.
Quais documentos anexar ao laudo médico?
Vale anexar exames recentes, receitas, relatórios anteriores, cópias de consultas, laudos complementares, imagens (raio-x, ressonância, etc.), histórico clínico detalhado e tudo que possa contribuir para comprovar a condição do paciente.
Quem pode impugnar um laudo judicial?
Qualquer das partes envolvidas no processo, seja autor ou réu, pode apresentar pedido de impugnação do laudo médico ao juiz. No caso de processos públicos, o Ministério Público também pode questionar a validade do documento.
Como aumentar a credibilidade do laudo?
É possível aumentar a credibilidade do laudo médico garantindo que o profissional esteja devidamente registrado, documentando de forma detalhada todo o histórico, respondendo aos quesitos com clareza, anexando provas objetivas e preferindo plataformas tecnológicas reconhecidas, como as usadas pela Previdas.
